Tribunal de Justiça de SC reafirma penas a torcedores envolvidos em ataque violento
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou a condenação de dez torcedores do Joinville Esporte Clube (JEC) por tentativa de homicídio. A decisão foi proferida pela 2ª Câmara Criminal durante uma sessão realizada na última terça-feira, dia 28. As penas individuais variam de 7 anos e 8 meses a 15 anos e 2 meses de reclusão, todas em regime inicialmente fechado.
O atentado ocorreu em 20 de fevereiro de 2022, em um bar localizado no bairro Aventureiro, em Joinville. Durante a agressão, torcedores do JEC atacaram rivais do Paysandu e do Remo utilizando pedaços de pau e barras de ferro. O caso gerou grande repercussão na cidade e levantou discussões sobre a violência no esporte.
Uma das vítimas, um homem de 28 anos, sofreu graves consequências devido à brutalidade do ataque. Ele ficou inconsciente e precisou ser intubado, passando 25 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os registros do processo indicam que o homem foi agredido com uma barra de ferro e também recebeu socos e chutes, mesmo após já ter perdido a consciência.
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As consequências para a vítima foram severas, resultando em hemorragia subdural e a realização de uma traqueostomia. Atualmente, ele convive com sequelas permanentes, incluindo dificuldades para caminhar, tremores, dores constantes e perda quase total da visão em um dos olhos, além de incapacidade de trabalhar.
O ataque gerou um vídeo que circulou nas redes sociais, mostrando a violência desmedida que ocorreu no local. O incidente no bar do bairro Aventureiro, na zona leste de Joinville, retrata a escalada da violência entre torcidas organizadas, um problema recorrente no cenário esportivo brasileiro.
Os torcedores já haviam sido condenados pelo Tribunal do Júri de Joinville em agosto do ano passado, resultando em penas que, somadas, ultrapassam os 100 anos de prisão. Apesar de todos terem recorrido da decisão, o relator do caso se manifestou favoravelmente à manutenção das condenações, fazendo apenas alguns ajustes nas penas de alguns dos réus.
A decisão do tribunal foi unânime, reforçando a percepção de que houve tentativa de homicídio, caracterizada como duplamente qualificada, além de associação criminosa armada e constrangimento ilegal. O caso levanta mais uma vez a necessidade de discussões sobre a segurança nos eventos esportivos e a responsabilidade das torcidas organizadas.
