Início Oficial do El Niño e Projeção de Intensificação
O El Niño, fenômeno climático conhecido por elevar a temperatura média da Terra, começou oficialmente em 2026, segundo anúncio da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) dos Estados Unidos, divulgado em 11 de janeiro. A agência aponta que há 63% de probabilidade de o evento se fortalecer e atingir a categoria “muito forte” entre 2026 e 2027, o que poderia acarretar desastres naturais como enchentes, incêndios florestais, deslizamentos e tempestades extremas.
Características e Funcionamento do El Niño
Esse fenômeno natural ocorre em intervalos que variam de 2 a 7 anos e altera os padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta, incluindo o Brasil. O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas equatoriais do Oceano Pacífico. Quando a temperatura dessa área ultrapassa em 0,5 ºC a média esperada durante vários meses consecutivos, os cientistas confirmam o início do fenômeno.
Quanto maior o aquecimento das águas do Pacífico, maior a intensidade do El Niño. Caso o aumento ultrapasse os 2 ºC, o evento é classificado como “muito forte” pela NOAA, também chamado de “Super El Niño”. Se confirmado, este episódio será um dos mais intensos dos últimos 50 anos, ao lado dos eventos de 1982-83 e 1997-98.
Histórico e Impactos Recentes do El Niño
O último El Niño ocorreu entre 2023 e 2024, contribuindo para uma série de eventos climáticos severos, como enchentes históricas no Rio Grande do Sul e secas no sul da África. Além disso, esse episódio ajudou a posicionar 2024 entre os anos mais quentes já registrados. Apesar dos impactos, ele não foi classificado como “Super El Niño” pela maioria das agências climáticas, sendo o evento mais recente nessa categoria o de 2015-2016.
Leia também: El Niño 2026: Por que Pode Ser o Fenômeno Climático Mais Intenso das Últimas Décadas
Fonte: daquibahia.com.br
Leia também: 6º Summit Ambiental do Moinhos destaca saúde e sustentabilidade diante do novo El Niño
Fonte: cidaderecife.com.br
Vale destacar que as datas e intensidades desses fenômenos são difíceis de prever com exatidão, por isso as projeções são feitas em probabilidades e atualizadas com base em dados em tempo real. Diferentes institutos de pesquisa podem apresentar resultados variados devido às metodologias adotadas.
Relação com o Aquecimento Global e Fenômenos Climáticos Correlatos
O El Niño se alterna naturalmente com a La Niña, fenômeno que ocorre quando há esfriamento das águas do Pacífico, além de períodos de neutralidade entre eles. Apesar de serem ciclos naturais que acontecem há milênios, o aquecimento global impulsionado pela atividade humana tem potencializado os efeitos do El Niño, tornando os eventos extremos mais frequentes e intensos.
Possíveis Consequências do Super El Niño no Brasil
Embora seja complexo prever exatamente os impactos no Brasil, cientistas apontam alguns padrões recorrentes em eventos passados. Entre eles, há a expectativa de aumento das temperaturas médias em grande parte do país, com possibilidade de ondas de calor.
Na Região Sul, é previsto um aumento significativo nas chuvas, elevando o risco de enchentes e eventos extremos. No Norte, a tendência é de redução das precipitações, especialmente na parte mais ao norte, o que pode resultar em secas e aumento dos incêndios florestais. O Nordeste também pode enfrentar diminuição das chuvas na metade norte da região.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos são mais variáveis, porém geralmente observam-se elevações nas temperaturas e nas chuvas.
Essas alterações climáticas impactam setores importantes do país, como o agronegócio, o abastecimento de água e a geração de energia elétrica, ressaltando a necessidade de monitoramento e planejamento para minimizar prejuízos.
