Suspensão de Diego Souza e suas consequências para o Joinville
O Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) aplicou uma suspensão de 360 dias ao técnico do Joinville, Diego Souza, além de uma multa de R$ 20 mil. A decisão unânime da 1ª Câmara ocorreu nesta terça-feira, 3, e está vinculada ao uso de uma licença profissional considerada falsa durante o processo de habilitação do treinador.
Diego Souza estava afastado preventivamente desde outubro. No julgamento, ele afirmou que acreditava na autenticidade do documento, que teria sido fornecido por Alejandro Mancuso, oferecendo uma licença especial devido à sua carreira como jogador. O técnico ainda relatou ter procurado a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao tomar conhecimento da possível irregularidade e comunicou que poderia ter sido vítima de fraude.
Defesa e próximos passos legais do caso
O Joinville, por meio de nota oficial, ratificou que o diretor jurídico do clube, Maycon Truppel Machado, esteve presente durante o julgamento, mesmo com a denúncia recaindo exclusivamente sobre Diego Souza. A defesa do treinador destacou oralmente que ele foi vítima de fraude, contestando a condenação baseada no artigo aplicado.
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O clube tem a possibilidade de recorrer da decisão perante o Pleno do TJD-SC. Caso o recurso não seja favorável, o processo poderá avançar para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Impacto na equipe e situação financeira do Joinville
O auxiliar técnico Raphael Bahia seguirá responsável pela equipe durante as partidas, enquanto Diego Souza poderá continuar participando das atividades diárias com o elenco até o término da Copa Santa Catarina de 2026.
O Joinville ressaltou o respeito às decisões da Justiça Desportiva e acompanhará os desdobramentos do caso. Na mesma data, o presidente do clube, Grendene, comentou sobre a situação financeira delicada deixada pela gestão anterior. Segundo ele, a folha salarial de outubro estava totalmente em aberto, contrariando informações iniciais que indicavam pendência parcial. A diretoria conseguiu quitar 30% do valor na última sexta-feira.
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Fonte: diretodorecife.com.br
Grendene qualificou o cenário como uma “herança maldita” e destacou que a atual diretoria atua de forma voluntária, conciliando as obrigações no clube com suas atividades profissionais. Ele também ressaltou que a resolução dos problemas financeiros acumulados demandará tempo e esforço contínuo.
