Casos de Hantavírus em Santa Catarina e Brasil
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Santa Catarina anunciou, na última sexta-feira (8), que foi confirmado um caso de hantavírus no estado em 2026. O município afetado é Seara, localizado na região oeste de Santa Catarina. Importante ressaltar que, segundo a SES, este caso não possui relação com os episódios reportados em um cruzeiro que partiu da Argentina, onde três mortes suspeitas foram registradas. A linhagem do hantavírus identificada em Seara é transmitida principalmente por meio do contato com secreções e excretas de roedores, ao contrário da variante associada ao cruzeiro, que é transmitida entre pessoas.
Acontece que, até o momento, os dados sobre a incidência do hantavírus em Santa Catarina revelam um cenário preocupante, mas controlado. Em 2023, foram registrados 26 casos e oito mortes; em 2024, 11 casos e quatro mortes; e em 2025, 15 casos com seis óbitos. Já em 2026, o único registro até agora é o do caso em Seara, sem óbitos associados. Essa informação foi divulgada pela SES, que se mantém atenta e ativa na identificação de novos casos.
O Hantavírus e sua Transmissão
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De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil, até agora, recebeu sete notificações de hantavírus em 2026, todas sem relação com os casos do cruzeiro. Os registros são variados: dois casos em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina e um no Paraná. O ministério garantiu que não há registros de transmissão interpessoal do coronavírus no Brasil, e os casos relatados envolvem a transmissão do vírus por meio de contato com roedores infectados.
Especialistas da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) ressaltam que a hantavirose é uma síndrome febril aguda com sintomas iniciais semelhantes a outras doenças, como leptospirose e dengue. Os sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e abdominais. É crucial buscar atendimento médico imediato ao apresentar tais sintomas, pois a evolução pode ser rápida e, em casos graves, resultar em complicações cardíacas e pulmonares.
Como se Protegê do Hantavírus
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A transmissão do hantavírus ocorre, principalmente, pelo ar, através de aerossóis gerados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. Para evitar o contágio, é fundamental adotar práticas de prevenção que visam minimizar o contato com esses animais e suas excretas. Entre essas medidas, destacam-se:
- Roçar o terreno ao redor da residência;
- Descarte adequado de entulhos;
- Armazenamento de alimentos em recipientes fechados, resistentes a roedores.
Vigilância e Monitoramento
Em nota, a SES informou que a hantavirose é uma doença monitorada em Santa Catarina, e o aumento da atenção ao tema se deve à recente divulgação sobre os casos em um cruzeiro. Desde 2020, o estado contabiliza 92 casos de hantavirose, sendo que as linhagens do vírus em circulação são diferentes daquela relacionada ao surto no navio.
O Ministério da Saúde também se posicionou, afirmando que a ameaça de disseminação do hantavírus permanece baixa em termos globais. A situação atual com os casos do cruzeiro está sendo investigada, mas até agora não impactou diretamente o Brasil. O país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, mas a transmissão entre pessoas continua não confirmada.
Por fim, é essencial que a população continue atenta à saúde e siga as orientações das autoridades sanitárias. Embora a hantavirose seja uma zoonose grave, as medidas adequadas de prevenção e vigilância podem ajudar a controlar sua propagação e garantir a saúde pública.
