Desdobramentos da Operação Mensageiro
A Operação Mensageiro, um marco na luta contra a corrupção em Santa Catarina, teve novos desdobramentos significativos com a homologação do acordo de delação premiada do prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti. Além disso, a justiça condenou diversos envolvidos, todos ligados à empresa Serrana, de Joinville, no norte do estado.
As decisões proferidas na quarta-feira, dia 6, impactam diretamente integrantes que foram investigados por fraudes em contratos públicos e o pagamento de propinas a servidores no Planalto Norte catarinense. As irregularidades abrangem setores essenciais, como coleta e destinação de lixo, abastecimento de água e iluminação pública, tanto em cidades de Santa Catarina quanto em outras regiões do Brasil.
O prefeito Adelmo Alberti, reconhecido como um dos primeiros agentes públicos a colaborar com as investigações, foi condenado a 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão por corrupção passiva. Sua colaboração foi vista como um fator positivo no desenrolar do processo, conforme noticiado.
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Fonte: belzontenews.com.br
Penas Impostas aos Envolvidos
Além de Alberti, três outros investigados vinculados à Serrana Engenharia receberam penas que somam 6 anos, 7 meses e 23 dias de reclusão, devido a corrupção ativa e crimes licitatórios. Outro réu, identificado como responsável pela elaboração de editais que favoreciam a empresa, foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Uma ex-gerente da Serrana também enfrentou a condenação, com pena de 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão.
Um ponto digno de nota é que o acordo de colaboração premiada, agora homologado pela Justiça, pode unificar as penas dos delatores envolvidos no caso. Essa ação significa que novas condenações podem ser absorvidas pelo acordo já estabelecido, desde que respeitados os limites determinados pela Justiça.
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Fonte: curitibainforma.com.br
A Defesa dos Condenados
A reportagem da NDTV tentou contato com a defesa dos condenados ligados à Serrana, mas a resposta foi limitada, com a defesa afirmando apenas estar ciente da condenação. Por outro lado, a defesa de Adelmo Alberti, por meio dos advogados Paulo e Luis Glinski, mencionou ao portal JMais que “a defesa está ciente do julgamento, respeita a decisão e está analisando os procedimentos que irá adotar, especialmente em virtude da condição de colaborador do nosso cliente.”
O Legado da Operação Mensageiro
A Operação Mensageiro, considerada a maior ação contra a corrupção já realizada em Santa Catarina, completou três anos em dezembro de 2025. A investigação foi iniciada em dezembro de 2022 pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e o Grupo Especial de Atuação Criminal (GEAC).
No decorrer de sua trajetória, a Operação Mensageiro avançou por várias fases, e em agosto de 2025, chegou à sua sexta etapa. Nesse momento, foram realizadas prisões preventivas de empresários suspeitos de perpetuar práticas corruptas e foram cumpridas medidas de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos. O desfecho desses casos continua a ser um foco de atenção em Santa Catarina, à medida que mais informações surgem e mais responsabilidades são atribuídas aos envolvidos.
