Definindo os rumos da ciência e tecnologia em Santa Catarina
Santa Catarina está mobilizando seus atores locais para estabelecer as prioridades em Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) para o triênio 2026-2028. A 8ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (8ª CECTI) ocorrerá entre 3 e 16 de novembro, passando por seis cidades-chave do estado: Blumenau, Joinville, Criciúma, Florianópolis, Lages e Chapecó. O processo será concluído com uma etapa estadual no dia 2 de dezembro, em Florianópolis, reunindo representantes de todas as regiões catarinenses. O encontro integra a chamada quadrihélice — setores produtivo, governamental, acadêmico e sociedade civil — para discutir dados sobre as vocações regionais, desafios locais e oportunidades, com vistas a construir estratégias concretas para o avanço da CTI no estado.
Basear decisões em dados e realidades locais
O planejamento considera as especificidades regionais catarinenses, apoiado por um levantamento detalhado das capacidades científicas, ambientes de inovação, mecanismos de fomento, além de indicadores como patentes e publicações científicas. Para o secretário de Estado, Fábio Wagner Pinto, alinhar o planejamento estratégico às realidades locais é crucial. Ele destaca que o objetivo é converter a participação dos atores regionais em ações práticas que ampliem competências existentes e reduzam lacunas, fortalecendo o impacto da CTI no desenvolvimento econômico e social do estado.
A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) tem papel fundamental nesse processo, gerenciando os recursos destinados à CTI. O presidente Valdir Cechinel Filho enfatiza que a conexão entre o fomento e as demandas regionais é essencial para estimular a inovação. Compreender os desafios e potencialidades locais permite criar instrumentos de apoio que integram pesquisa, inovação e desenvolvimento de forma efetiva.
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Uma ferramenta robusta para orientar estratégias regionais
Um painel com cerca de 35 mil registros relacionados a ciência, tecnologia e inovação serve como base para as discussões. Esse banco de dados reúne informações históricas sobre patentes, invenções, publicações científicas, grupos de pesquisa, projetos, laboratórios, programas de pós-graduação e vocações econômicas dos 295 municípios catarinenses. Bruna Fraga, diretora de Ciência da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, ressalta que esse diagnóstico territorial é fundamental para elaborar estratégias alinhadas às particularidades locais. Contudo, ela alerta que somente com a participação ativa dos atores regionais esses dados se traduzirão em propostas concretas para o estado.
Ao final das etapas regionais, a 8ª CECTI pretende consolidar um panorama abrangente das necessidades e oportunidades em Santa Catarina, resultando no Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação para 2026 a 2028.
Cronograma e locais das etapas regionais
A conferência ocorrerá das 9h às 12h em seis cidades catarinenses, conforme o seguinte calendário: Blumenau (CIB) em 3 de novembro; Joinville (Univille) em 4 de novembro; Criciúma (Crio) em 5 de novembro; Florianópolis (UniSENAI) em 6 de novembro; Lages (Órion Hall) em 11 de novembro; e Chapecó (Pollen Parque) em 16 de novembro. A etapa final, que definirá as estratégias estaduais, será realizada em 2 de dezembro, no Inpetu Hub – Sapiens, em Florianópolis. As vagas são limitadas em cada localidade, e as inscrições encerram após o preenchimento da capacidade disponível.
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Organização ampla e diversa da conferência
A 8ª CECTI conta com uma comissão organizadora composta por representantes do meio acadêmico e científico, incluindo a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto Federal Catarinense (IFC), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e o Centro Universitário Senai Santa Catarina (UniSENAI).
Do setor produtivo e empresarial, participam a Rede Catarinense de Centros de Inovação (RCCI), a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/SC) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC). Na esfera governamental, estão representadas a Secretaria de Estado do Planejamento (SEPLAN), a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e a Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (Fecam). A sociedade civil participa por meio do Movimento Nacional ODS Santa Catarina (Movimento ODS SC).
Compromisso coletivo com inovação sustentável
Essa articulação entre múltiplas instituições reforça o compromisso de Santa Catarina com uma agenda integrada de ciência, tecnologia e inovação. O trabalho conjunto visa superar obstáculos, aproveitar potencialidades e estabelecer estratégias que promovam um desenvolvimento socioeconômico sustentável e inovador para o estado.
