Perseguições que Ignoram a Lei
Na manhã desta segunda-feira (11), a cidade de Joinville foi palco de duas prisões de homens que desrespeitaram medidas protetivas de suas ex-companheiras. As detenciones ocorreram após as vítimas serem perseguidas e intimidadas, mesmo após decisões judiciais que deveriam garantir sua segurança.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), com a colaboração da Polícia Penal. Este cenário alarmante ressalta a fragilidade das medidas de proteção em situações de violência doméstica.
Ações Irregulares em Meio à Proteção Judicial
No bairro Comasa, um homem de 42 anos foi capturado pela polícia. Apesar de já estar usando tornozeleira eletrônica e responder por um caso anterior de lesão corporal, ele continuou a desrespeitar as ordens judiciais. As investigações revelaram que ele perseguia a vítima por redes sociais e aplicativos de mensagens, ignorando as restrições que deveriam protegê-la.
Enquanto isso, no bairro Paraguamirim, um outro homem de 50 anos foi preso por invadir repetidamente o local de trabalho de sua ex-companheira. A investigação apontou que ele não apenas desconsiderou a ordem de afastamento, mas também passou a ameaçá-la diretamente em seu ambiente profissional, aumentando o risco à integridade da mulher.
Diante de tais violações incessantes, o Judiciário decidiu pela prisão preventiva dos acusados, com base no Código de Processo Penal. A decisão foi fundamentada na percepção de que as medidas protetivas anteriores falharam em impedir novas investidas, evidenciando a necessidade de ações mais rigorosas para a proteção das vítimas.
Após o cumprimento dos trâmites legais, ambos os homens foram levados ao Presídio Regional de Joinville, onde aguardam os desdobramentos judiciais.
A Importância da Denúncia
A Polícia Civil de Santa Catarina reitera a gravidade do descumprimento de medidas protetivas, caracterizando-o como crime. Além disso, orienta que vítimas ou testemunhas de situações semelhantes façam suas denúncias pelo Disque 181 ou diretamente na DEAM. Mesmo com a proteção judicial em vigor, qualquer tentativa de aproximação ou ameaça deve ser comunicada imediatamente para prevenir um agravamento da violência. Afinal, denunciar pode ser uma medida crucial para salvar vidas e romper o ciclo da violência.
