Reabertura do Museu Fritz Müller marca nova fase em Blumenau
Após quatro anos fechado para reformas, o Museu Fritz Müller reabre suas portas nesta quinta-feira (25) no bairro Vorstadt, em Blumenau, no Vale do Itajaí. O espaço é dedicado ao renomado cientista alemão Fritz Müller, cuja pesquisa sobre meio ambiente teve impacto global no campo científico. A retomada das atividades simboliza uma renovação do museu, que agora conta com núcleos de visitação diversificados para promover experiências de aprendizado mais dinâmicas e interativas.
Revitalização amplia preservação histórica e educativa
O museu passou por um processo intenso de atualização, com o objetivo de fortalecer a preservação da memória científica e a dimensão educativa da instituição. Segundo o prefeito Delegado Egidio Ferrari, a revitalização vai além da estrutura física, valorizando o legado do cientista para que as futuras gerações possam se conectar com sua contribuição cultural e ambiental. “Mais do que revitalizar um prédio, estamos valorizando o legado de um dos maiores cientistas que viveu em nossa cidade”, afirmou.
História e missão do Museu Fritz Müller
Fundado em 17 de junho de 1936, o Museu Fritz Müller tem como missão aproximar a comunidade da ciência e da história natural. Com quase 90 anos, mantém o compromisso de preservar a memória científica e valorizar o patrimônio cultural e ambiental de Blumenau. A reabertura convida os moradores a redescobrir o espaço e vivenciar o legado do naturalista, que continua inspirando pesquisas e preservação ambiental. Essa iniciativa integra a programação do Junho Verde 2026, reforçando o compromisso ambiental local.
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Fonte: ctbanews.com.br
Quem foi Fritz Müller: pioneiro da ciência em Blumenau
Fritz Müller nasceu em 31 de março de 1822, descendente de uma família de pastores protestantes e acadêmicos. Em 1841, aos 19 anos, mudou-se de Erfurt para Berlim, onde obteve os títulos de mestre em artes liberais e doutor em filosofia em 1844. Para realizar seu sonho de estudar as florestas tropicais e os mares do Novo Mundo, buscou o diploma em medicina, necessário para embarcar em navios na época. Contudo, recusou-se a pronunciar a palavra “Deus” no juramento de colação de grau na Universidade de Greifswald, ficando sem o diploma.
Após viajar pela Alemanha, casou-se com Karoline Töllner, com quem teve duas filhas. Em maio de 1852, embarcou com a família e o irmão August no porto de Hamburgo, chegando a São Francisco do Sul um mês depois. Estabeleceram-se na Colônia Dr. Blumenau, onde adquiriram terras próximas ao ribeirão Garcia, construíram suas casas e iniciaram plantações, contribuindo para o desenvolvimento da região.
