Fenahabit 2024 abre portas para investidores
A 20ª edição da Feira Nacional da Habitação, Construção Civil e Imobiliário (Fenahabit) acontece entre quinta (21) e domingo (24) na Vila Germânica, em Blumenau, e ganha fama por reunir um público qualificado. Pois é, o destaque desta vez recai sobre o mercado imobiliário Serra catarinense, região que abriga as cidades mais frias do País. O evento foge ao escopo regional ao projetar Negócios para além do Vale do Itajaí, atraindo investidores de Santa Catarina e de outras unidades federativas.
Um especialista, que preferiu não se identificar, afirmou que essa movimentação sinaliza um novo ciclo de valorização. “A Fenahabit funciona como barômetro: quem busca terrenos ou empreendimentos no mercado imobiliário Serra sabe que, ao final do ano, a procura tende a aumentar”, disse. Com o frio e as paisagens, o apelo turístico agrega ao setor, gerando fluxo de interessados em projetos de hotelaria e loteamentos planejados, sobretudo em São Joaquim e municípios vizinhos.
Opções de investimento variam de R$300 mil a R$30 milhões
A Associação Empresarial de São Joaquim, via núcleo de Desenvolvimento Imobiliário, trouxe um portfólio de ofertas que atende diferentes perfis de investidores. Essa diversificação no mercado imobiliário Serra atende desde pequenas propriedades a partir de R$ 300 mil, ideais para quem quer iniciar com apostas moderadas, e grandes fazendas avaliadas em mais de R$ 30 milhões, voltadas para aterro de loteamentos ou criação de resorts de inverno.
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Mel Mendes, coordenadora do núcleo, ressalta que Blumenau é ponto-chave para atrair capital. “Como corretora, recebo clientes da região interessados em incorporar imóveis na Serra. Eles buscam altitude, clima frio e o que esse mercado representa em termos de valorização.” A ênfase no desenvolvimento imobiliário Serra vem acompanhada de estudos que indicam alta de até 10% no valor dos terrenos no último ciclo, segundo dados de consultorias locais.
Potencial turístico impulsiona o mercado da Serra catarinense
Além do frio, a região oferece 26 vinícolas, muitas com estrutura de recepção, o que favorece o enoturismo. Os empreendimentos que combinam hospedagem e visita a vinhedos têm atraído olhares do mercado imobiliário Serra, sobretudo de fundos de investimento que desejam diversificar carteiras. “O enoturismo cria um ciclo virtuoso: mais turistas, mais demanda por imóveis de temporada e, consequentemente, mais valorização”, analisou um economista ouvido pela reportagem.
Segundo a Associação, moradores de Blumenau e do Vale do Itajaí já demonstram interesse em adquirir imóveis de veraneio na Serra. A demanda se intensifica em feriados e nos meses de junho e julho, quando eventos de inverno reforçam a atratividade. Pesquisas indicam que cerca de 60% dos visitantes voltarão ao destino para compras e serviços, ampliando o leque de negócios imobiliários locais.
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Impacto econômico e perspectivas
O desdobramento econômico esperado ultrapassa o setor imobiliário. Com novos empreendimentos de lotes e hotéis, estima-se aumento na geração de empregos diretos e indiretos na construção civil, turismo e comércio regional. Um corretor, que preferiu manter anonimato, mencionou que a expectativa é pela expansão de 15% na receita do turismo de inverno até o fim do próximo ano.
O cenário projetado na Fenahabit 2024 sugere que o mercado imobiliário Serra catarinense ganhará musculatura e deve elevar o valor médio dos imóveis em até 12% no próximo biênio. Seja para quem busca investimento de médio porte ou grandes negócios, a feira consolida-se como vitrine estratégica. O resultado prático? Mais renda local, dinamização da economia e geração de novas oportunidades de emprego na região.
