Desafios na saúde pública em Santa Catarina
O deputado estadual Neodi Saretta voltou a enfatizar a necessidade de avanços na saúde pública de Santa Catarina, ressaltando a urgência de agilizar os serviços para reduzir as longas filas de espera por exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas no estado. Sua manifestação aconteceu após a apresentação dos dados da Secretaria de Estado da Saúde, conduzida pelo secretário Diogo Demarchi, durante sessão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Apesar dos indicadores positivos apresentados pelo governo estadual, Saretta destacou que ainda existem obstáculos significativos que impactam milhares de catarinenses que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o parlamentar, o momento atual de arrecadação entre Estado e municípios oferece condições para avançar e atender melhor as demandas da população.
Fila de espera e otimização dos serviços
Embora tenha reconhecido o aumento no número de cirurgias realizadas, Saretta chamou atenção para o fato de que a maioria dos procedimentos são de menor complexidade. Ele compartilhou relatos frequentes de pacientes que aguardam anos por consultas, exames e tratamentos especializados. Um caso citado pelo deputado envolve uma paciente que, após dois anos na fila para cirurgia, teve sua posição variando drasticamente — de 396ª para 72ª, retornando depois para 300ª — com previsão de espera que pode chegar a 12 anos pelo sistema de regulação.
Leia também: Paraná amplia em 50% os leitos SUS de UTI em 10 anos e lidera no Sul do Brasil
Fonte: ctbanews.com.br
Leia também: Segurança Contra Incêndios em Hospitais: Debate Crucial em Belo Horizonte
Fonte: triangulodeminas.com.br
“Não podemos aceitar uma espera tão extensa. A solução não está apenas em ampliar os gastos, mas em otimizar os serviços e fortalecer os centros de atendimento”, afirmou Saretta. O deputado também reforçou a importância de fortalecer a atenção básica e a saúde preventiva nos municípios, que são a porta de entrada fundamental para o SUS e essenciais para o diagnóstico precoce de doenças.
Importância dos hospitais regionais
Saretta rememorou sua atuação à frente da Comissão de Saúde da Alesc em 2017, quando discutia a viabilidade de hospitais menores, com menos de 200 leitos, em municípios como Seara, Lindóia do Sul, Peritiba, Arabutã, Itá e Irani. Ele ressaltou que a pandemia evidenciou a relevância dessa estrutura regionalizada para o enfrentamento dos desafios sanitários.
Leia também: Programação especial marca Luta Antimanicomial nos CAPS do Paulista com atividades inclusivas
Fonte: diretodorecife.com.br
Hoje, Santa Catarina conta com cerca de 200 hospitais conveniados ao SUS. Para o deputado, a integração entre grandes hospitais e unidades menores nas cidades vizinhas é fundamental para ampliar o acesso e garantir maior capilaridade nos serviços de saúde. “Sem esses hospitais, Santa Catarina não teria a força e capacidade de atendimento que apresenta atualmente”, concluiu Saretta.
