Despedida no coração da cultura joinvilense
Joinville se despede de Juarez Machado, um dos maiores nomes das artes da cidade, em uma cerimônia realizada no teatro que leva seu nome. Na quinta-feira (8), o corpo do artista foi colocado em um caixão sobre o palco, cercado por coroas de flores e admiradores que prestaram suas últimas homenagens. Apesar da morte, Juarez permanece vivo na memória e na arte que deixou espalhada pelo mundo.
O artista faleceu na última terça-feira (6), no interior do Rio de Janeiro, onde estava internado. O velório acontece justamente no teatro inaugurado em sua homenagem, que completa 25 anos nesta quinta-feira, marcando uma coincidência simbólica. O espaço está aberto ao público até as 17h, permitindo que fãs e amigos possam se despedir.
Legado e influência na cultura local
Entre os que vieram prestar homenagem está Enzo Alegre Nunes, estudante de Direito e admirador da obra de Juarez. Ele confessou que sentiu uma alegria profunda ao conhecer o artista por meio de sua arte, ainda que não tenha tido a oportunidade de encontrá-lo pessoalmente. Para Enzo, a presença de Juarez Machado é uma influência constante para quem cresceu em Joinville.
“Sendo de Joinville, é difícil não ter sido tocado pela arte dele. A cidade respira cultura, teatro e dança, e tudo isso está presente na obra de Juarez. Quem frequenta esses espaços sente essa influência”, afirmou.
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Jay Alan Thomas, diretor do Instituto Internacional Juarez Machado, conviveu com o artista e destaca o legado que ele deixa. O instituto, fundado em Joinville — e não em grandes centros como Rio ou Paris, onde Juarez também viveu — simboliza uma homenagem permanente ao talento do joinvilense.
“Juarez acreditava que a arte é o caminho para a eternidade, e esse legado está aqui, para inspirar todas as gerações da cidade”, reforça Jay Alan.
Homenagem da prefeita e familiares
Durante a cerimônia, a prefeita de Joinville, Rejane Gambin, chegou ao teatro carregando a bandeira da cidade, que foi colocada aos pés do artista no palco, ao lado da família Machado. Ela ressaltou o reconhecimento nacional e internacional que Juarez conquistou, destacando-o como o maior artista que Joinville já teve.
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“Juarez levou o nome de Joinville para o mundo. Sua obra e sua pessoa são admiradas por sua genialidade e por estar à frente do seu tempo”, afirmou a prefeita.
Rejane recordou ainda o privilégio que teve de entrevistá-lo em seu ateliê em Paris durante sua carreira como jornalista. Segundo ela, Juarez era uma pessoa de inteligência e cultura excepcionais, com um jeito único de se expressar.
Últimos momentos e legado cultural
O velório permanece aberto até as 17h, no teatro que celebra a vida e a obra do artista. Após a cerimônia, o corpo de Juarez Machado seguirá para cremação. A despedida formaliza a passagem de um artista que transformou a cultura local e que continuará vivo por meio do instituto, das obras e da influência que deixou para Joinville e o Brasil.
