Trajetória de um artista joinvilense
Juarez Machado, natural de Joinville e cidadão do mundo por escolha, faleceu nesta terça-feira, 06 de outubro, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Sua carreira se destacou pela versatilidade e talento, que o colocaram entre os grandes nomes da arte brasileira e internacional. Com um trabalho que contempla pintura, escultura, literatura e até humor na televisão, Machado conquistou reconhecimento global por meio de sua criatividade, estudo e dedicação.
Entre as marcas da sua importância estão a presença de suas obras em coleções de celebridades de Hollywood, como Jack Nicholson e Catherine Deneuve, além do convite para criar um painel monumental na entrada do Centreventos Cau Hansen, em sua cidade natal.
Reconhecimento internacional e legado artístico
Formado em Belas Artes em Curitiba, Juarez Machado expandiu sua atuação artística com ateliês em Joinville, Rio de Janeiro e Paris. Suas obras alcançaram a prestigiada Sotheby’s, uma das mais tradicionais casas de leilões do mundo, onde suas pinturas chegaram a ser comercializadas por valores próximos a R$ 100 mil.
Leia também: Juarez Machado: O Legado do Artista Joinvilense que Encantou o Mundo
Leia também: Itajaí oferece três dias de diversão gratuita para crianças com visita ao veleiro Kat
Além disso, sua arte ganhou destaque no cinema: dois de seus quadros foram usados na decoração do quarto da protagonista do filme francês “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, evidenciando sua influência nas artes visuais também nas telonas.
Crônicas sobre Paris e amor pela terra natal
Durante a Copa do Mundo de 1998, realizada em Paris, Juarez Machado atuou como cronista jornalístico, compartilhando suas impressões sobre a cidade. Em entrevista ao Diário Catarinense, ele trouxe uma visão pessoal da capital francesa, destacando aspectos culturais e de mobilidade urbana que seriam úteis aos visitantes.
Apesar de ser um cidadão do mundo, Machado manteve um vínculo forte com Joinville, cidade que o viu nascer e onde começou sua paixão pelas artes. Influenciado por sua mãe, Leonora Busch Machado, que pintava leques, e pelo pai, João Machado, um caixeiro viajante, ele também inspirou seu irmão Edson, que seguiu carreira artística.
Leia também: Jornalista com Síndrome de Down Lança Livro Inspirador sobre Inclusão e Superação
Leia também: Onde mora Renner da dupla Rick e Renner? Descubra os detalhes
O painel “O Grande Circo” e o Instituto Juarez Machado
Reconhecido por sua trajetória, Juarez Machado recebeu em Joinville o convite do então prefeito Luiz Henrique da Silveira para criar um painel monumental na entrada do Centreventos Cu Hansen. O resultado foi “O Grande Circo”, uma obra que consiste em 963 peças espalhadas por 90 metros quadrados, inaugurada em 1999 e restaurada recentemente, em 2023.
Além de sua produção artística, Machado deixou uma herança que ultrapassa sua própria vida: o Instituto Juarez Machado, uma instituição de padrão internacional que reúne seu acervo, promove exposições e mantém viva sua influência. Atualmente, o instituto é conduzido por seu irmão Edson e pela cunhada Eula, garantindo que sua arte continue inspirando novas gerações.
Juarez Machado mostrou que a arte pode transcender o tempo e as fronteiras, consolidando-se como referência para quem deseja transformar a pintura e outras expressões artísticas em uma forma de celebrar a vida e a criatividade.
