Abertura do maior festival de dança do mundo em Joinville
Começa nesta segunda-feira (20) a 43ª edição do Festival de Dança de Joinville, reconhecido como o maior evento de dança do mundo. A programação segue até 1º de agosto, totalizando 13 dias consecutivos de apresentações, cursos, workshops e encontros artísticos. Anualmente, o festival atrai mais de 16 mil participantes inscritos e mais de 350 mil espectadores, consolidando-se como uma das maiores referências da dança no Brasil e internacionalmente.
Este ano, a seletiva do evento recebeu 6,1 mil inscrições de coreografias, com trabalhos aprovados não apenas de quase todos os estados brasileiros, mas também de países como Paraguai, Bolívia, Portugal, França e Estados Unidos. A diversidade cultural e artística reforça a importância do festival como espaço de intercâmbio e valorização da dança.
Programação diversificada e Feira da Sapatilha
Além da tradicional Mostra Competitiva, o festival inclui a Noite de Abertura com um ato inédito, a Noite de Gala e 220 atividades entre cursos, workshops, masterclasses e showcases. A Feira da Sapatilha, considerada a maior feira multissetorial de dança da América Latina, será destaque com mais de 130 estandes e uma praça de alimentação com 30 opções gastronômicas, oferecendo uma experiência completa para os participantes e visitantes.
Cia Jovem Basileu França traz inovação histórica ao festival
Um dos momentos mais aguardados da edição é a apresentação da Cia Jovem Basileu França, da Escola do Futuro de Goiás (EFG) em Artes Basileu França. Presente no festival há 15 anos, a companhia acumula 92 prêmios na Mostra Competitiva, incluindo 41 primeiros lugares e reconhecimento em categorias como Melhor Grupo e Festival Meia Ponta, destinado a crianças e adolescentes.
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Este ano, a Cia Jovem foi convidada para protagonizar a Noite de Abertura, um marco histórico, já que será a primeira vez que uma companhia será acompanhada por uma orquestra ao vivo no evento. A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, sob regência do maestro Eliseu Ferreira, oferecerá a trilha sonora para o espetáculo, que apresentará trechos do balé “Don Quixote”, inspirado na obra de Miguel de Cervantes.
Preparação e significado do espetáculo de abertura
Simone Malta, coordenadora-geral de Dança do Basileu França e diretora artística da Cia Jovem, destaca o significado especial desse convite. A apresentação terá 120 alunos e ex-alunos da companhia, reunidos para oferecer um espetáculo completo e emocionante. O figurino e os cenários foram criados especialmente para o festival, buscando transportar o público à essência da Espanha, cenário do balé escolhido.
A escolha de “Don Quixote” é estratégica e simbólica, pois o balé é vibrante e repleto de energia, traduzindo a força da dança clássica. Simone ressalta que a combinação do balé com a orquestra ao vivo oferece uma experiência artística diferenciada, valorizando ainda mais a grandiosidade do festival.
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Reconhecimento e impacto para a dança brasileira
Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, reforça a importância da trajetória da Cia Jovem Basileu França, que demonstra dedicação e evolução artística contínua. Segundo ele, a escolha da companhia para a Noite de Abertura é um reconhecimento inédito para uma instituição de ensino participante da Mostra Competitiva, evidenciando que a excelência artística pode ser alcançada também no ambiente formativo.
O presidente destaca que experiências anteriores com a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, que já protagonizou Noites de Abertura e Gala, mostraram que grupos formativos podem apresentar espetáculos de alto nível. O objetivo é fortalecer o ciclo de desenvolvimento e incentivar grupos revelados no festival a alcançar o profissionalismo e integrar a programação especial do evento.
Sobre a Cia Jovem Basileu França e a Escola do Futuro de Goiás
A Cia Jovem, focada em dança, integra a Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Desde 2021, a instituição é gerida pela Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT). A participação da companhia no festival reforça a relevância da formação artística na região e destaca o papel da escola na cena nacional e internacional da dança.
