Programa Saúde Conectada amplia o acesso às consultas em Joinville
A Prefeitura de Joinville lançou um programa inovador que expande significativamente o atendimento na rede pública de saúde. Com o Programa Saúde Conectada, a cidade passa a oferecer até 30 mil videoconsultas a mais por mês, totalizando um acréscimo anual de 360 mil atendimentos para a população local.
O lançamento aconteceu em 20 de outubro, com a participação da prefeita Rejane Gambin, da secretária da Saúde Daniela França Cavalcante, vereadores, secretários municipais e representantes do Conselho Municipal de Saúde, entre outros convidados. A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com a modernização e a ampliação do acesso aos serviços de saúde.
Como funciona o atendimento por videoconsulta
Atualmente, as Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) realizam cerca de 96 mil consultas mensais. Com a implantação do programa, esse número deve subir para até 126 mil, um aumento superior a 30%. A videoconsulta será destinada a pacientes que necessitam de atendimento para casos menos urgentes, renovação de receitas, acompanhamento contínuo e também para ações de busca ativa.
Segundo a secretária Daniela França Cavalcante, o programa equivale a aumentar em um profissional de saúde cada uma das 51 UBSFs da cidade, representando uma importante ampliação na assistência aos joinvilenses. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados e pontos facultativos.
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Acesso simplificado e atendimento remoto
As videoconsultas podem ser acessadas por meio do aplicativo Joinville Fácil, do site oficial da Prefeitura, pelo WhatsApp (47) 98921-3980 e também pelo telefone 0800 887 1627. O atendimento está disponível para qualquer pessoa maior de 18 anos que esteja em Joinville, seja residente ou visitante. Menores de idade não têm acesso ao serviço.
Diariamente, são disponibilizadas até mil consultas, e as que não forem realizadas em determinado dia são remanejadas para o seguinte. Para utilizar o serviço, basta informar o CPF e preencher um cadastro inicial, incluindo a autorização para identificação da localização, garantindo que o atendimento seja oferecido a quem está na cidade.
Assistente virtual e profissionais de saúde no atendimento
O atendimento começa com a assistente virtual Fran, que faz uma triagem inicial de acordo com os protocolos municipais. Em seguida, o paciente é encaminhado para um profissional de saúde, inicialmente um enfermeiro, e, se necessário, para um médico. O histórico, incluindo receitas e atestados, fica salvo no sistema e é enviado por WhatsApp ao usuário.
É possível realizar até duas consultas médicas a cada 30 dias pelo sistema remoto. Se o paciente precisar de mais atendimentos, deverá procurar uma UBSF presencialmente. Em situações de urgência, o profissional pode orientar o paciente a buscar atendimento imediato e acionar o SAMU, se necessário.
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Consultórios virtuais nas unidades básicas e continuidade do atendimento presencial
Além do acesso remoto, Joinville está testando consultórios virtuais em seis UBSFs: Fátima, Cubatão, Glória, Floresta, Jardim Paraíso e Leonardo Schilickman. Desde 14 de outubro, cerca de 300 atendimentos já foram realizados por essa modalidade.
A prefeita Rejane Gambin ressalta que o Saúde Conectada é um complemento ao atendimento presencial, que permanece com as equipes habituais. O programa oferece mais consultas, facilitando o acesso e trazendo a saúde para a palma da mão do joinvilense.
Regulamentação e investimento no programa
O projeto é respaldado pela Lei Federal 14.510/2022 e pela Resolução 2.314/2022 do Conselho Federal de Medicina, que regulamentam os serviços de telessaúde. Em âmbito municipal, a Lei 10.219/2026, de autoria do vereador Ascendino Batista, institui esses serviços na rede pública de Joinville.
O contrato com a empresa Kompa Saúde, vinculada à Assina Tecnologia Gestão em Saúde S.A., prevê um investimento de aproximadamente R$ 17 milhões para viabilizar até 30 mil videoconsultas mensais durante dois anos, representando um avanço significativo na oferta de serviços públicos de saúde no município.
