Demanda crescente por imóveis compactos na região
O mercado imobiliário do Vale do Itajaí tem registrado uma forte procura por imóveis compactos, impulsionada por investidores que buscam praticidade aliada à localização estratégica. Blumenau, Gaspar e Itajaí, cidades que formam um polo econômico integrado, refletem essa tendência que acompanha o cenário nacional. Dados do setor indicam que unidades tipo estúdio ou com até 40 m² representam 41,1% dos lançamentos residenciais no Brasil.
Perfil do comprador e a mobilidade regional
Monisy Schnaider, sócia e diretora de Estratégia e Negócios da DS&M Empreendimentos, destaca que o interesse por imóveis compactos ultrapassa a simples busca por menor metragem ou preço reduzido. Há um público que valoriza localização, funcionalidade e acesso a serviços mais do que o tamanho do imóvel. “Jovens profissionais, casais sem filhos, estudantes, trabalhadores que atuam em cidades diferentes das que residem e investidores estão cada vez mais atentos a esse tipo de produto”, explica.
A mobilidade dentro do Vale do Itajaí reforça essa preferência. “Não é incomum alguém morar em Gaspar, trabalhar em Blumenau, ter compromissos em Itajaí e aproveitar o litoral para lazer. Essa dinâmica regional modifica a percepção sobre o imóvel”, acrescenta Monisy.
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Funcionalidade e qualidade que geram valor
Para que um imóvel compacto seja atraente, não basta reduzir a área privativa. A executiva ressalta a importância de um projeto inteligente, funcional e alinhado ao perfil do usuário. Diego Schnaider, sócio e diretor de Operações e Finanças da DS&M, reforça que a qualidade construtiva é essencial nesse segmento. “Cada metro quadrado deve ser bem aproveitado, evitando problemas como circulação ruim, falta de conforto, isolamento acústico deficiente, iluminação insuficiente ou materiais de baixa durabilidade”, afirma.
Acabamentos, eficiência das instalações e manutenção das áreas comuns também influenciam a valorização do imóvel ao longo do tempo. Monisy acrescenta que o conceito de bem-estar em empreendimentos compactos vai além da unidade privativa, incluindo espaços compartilhados como coworking, academia, piscina, lavanderia, minimercado e áreas de convivência. “Esses recursos ampliam a experiência de morar em poucos metros quadrados”, observa.
Localização estratégica e análise territorial
Ao escolher o local para projetos compactos, a DS&M avalia mais do que o endereço isolado. “Consideramos o território, analisando quem circula na região, onde trabalham, quais serviços utilizam, os principais acessos, proximidade com outras cidades e o tempo até polos de trabalho, lazer e turismo”, detalha Monisy.
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Um exemplo é o Move Residencial, em Gaspar Mirim, distante cerca de 25 minutos da Vila Germânica, em Blumenau, e 40 minutos do Beto Carrero World, em Penha. Mais de 70% das 96 unidades já foram vendidas, indicando a aceitação do modelo compacto mesmo fora dos grandes centros urbanos.
Investimento e retorno financeiro
Diego Schnaider alerta para a complexidade de definir uma taxa única de retorno para imóveis compactos, pois o desempenho depende de fatores como valor de aquisição, localização, custo de condomínio e comportamento do mercado. “Cada empreendimento tem características que influenciam seu resultado financeiro”, explica.
Monisy orienta que a avaliação do imóvel como investimento deve considerar valorização patrimonial, potencial de geração de renda e liquidez futura. “O investidor deve ir além da pergunta sobre rendimento mensal e analisar demanda, conexão regional e facilidade de revenda”, destaca.
