Suíça garante vaga de forma tranquila diante da Argélia
A seleção suíça confirmou sua vaga na próxima fase da Copa do Mundo ao derrotar a Argélia com uma atuação segura e eficiente. Esta é a quinta vez que a Suíça alcança essa etapa desde que a competição adotou esse formato. Antes, quando a classificação era direta para as quartas de final, os suíços chegaram a essa fase em 1934, 1938 e 1954.
A Argélia, por sua vez, parece ter atingido seu limite nesta Copa. A equipe sofreu com dificuldades para proteger a área defensiva e não contou com um goleiro confiável, levando nove gols em quatro jogos. Essas fragilidades ficaram evidentes ao longo do confronto contra os suíços.
Alterações táticas e dinâmica do jogo
Murat Yakin, técnico da Suíça, realizou duas mudanças na equipe em relação à última partida, sendo uma delas forçada pela ausência de Jaquez, substituído por Zakaria na lateral-direita. Na ponta-direita, Ndoye foi escalado, enquanto Djibril Sow ficou no banco de reservas.
Do lado argelino, Vladimir Petkovic promoveu o retorno de Ait-Nouri na lateral-esquerda e escolheu Luca Zidane como goleiro titular. A equipe voltou a atuar com dois volantes, incluindo Zerrouki, que entrou no lugar do centroavante Gouiri. Maza ocupou a função de falso nove, atuando como homem mais avançado do time.
A Argélia apresentou um estilo ofensivo diferente dos jogos anteriores, com três meias ofensivos e dois volantes habilidosos no passe. Maza tentava explorar as costas dos volantes suíços nos momentos em que a equipe europeia subia a marcação. Nas laterais, Belghali e Ait-Nouri se projetavam, enquanto Bentaleb recuava para se alinhar com os zagueiros na primeira linha de construção. Mahrez buscava profundidade entrando em diagonal, enquanto Aoaur e Chaibi se aproximavam de Zerrouki e Maza pelo centro.
Suíça assume o controle e amplia vantagem
Apesar da Argélia criar algumas dinâmicas interessantes, a Suíça conseguiu impor seu ritmo a partir de um desarme de Freuler na intermediária defensiva. Vargas puxou rápido o contra-ataque e acionou Manzambi, que invadiu a área, superou o zagueiro Mandi e cruzou rasteiro para Embolo abrir o placar aos dez minutos.
Com o passar do tempo, os suíços dominaram a partida, circulando a bola com desenvoltura e utilizando Manzambi e Rúben Vargas para pressionar a defesa argelina. Zakaria também contribuiu com sua força e presença ofensiva pela direita. No meio-campo, Xhaka e Freuler mantiveram o controle do ritmo do jogo.
No entanto, a Suíça não transformou sua superioridade em muitas chances claras de gol, e a Argélia voltou a crescer no final do primeiro tempo. Aouar e Mahrez buscaram os flancos para cruzamentos, mas as finalizações de Chaibi e Maza foram imprecisas. A defesa suíça, por sua vez, manteve a área protegida com eficiência.
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Diferenças na proteção da área definem o resultado
O segundo tempo começou evidenciando as dificuldades defensivas da Argélia. Em apenas 30 segundos, um erro de Bensebaini ao tentar cortar cruzamento resultou em um lance de perigo, seguido por uma falha de Belghali que permitiu a Ndoye ampliar para a Suíça. Pouco depois, Zakaria impediu um gol certo de Mahrez dentro da área pequena.
Na sequência, Petkovic promoveu mudanças para tentar reequilibrar o time, tirando Aouar e Zerrouki para as entradas de Gouiri e Hadjam. Ait-Nouri passou a atuar mais avançado, enquanto Maza recuou para jogar como meia. Mesmo com substituições dos dois lados, o controle da partida permaneceu com a Suíça, que ainda deu descanso para Manzambi, Rúben Vargas e Embolo, substituídos por Rieder, Okafor e Amdouni.
Do lado argelino, Mahrez e Bentaleb foram substituídos por Hadj Moussa e Bouadoui, e mais tarde o centroavante Boulbina entrou no lugar de Belghali. Apesar da precisão suíça, Rieder perdeu uma oportunidade clara já nos minutos finais, chutando para fora com o gol aberto.
Suíça avança com desempenho sólido e foco na próxima fase
Com a vitória, a Suíça reafirma sua força defensiva e capacidade de controlar o jogo mesmo diante de adversários que buscam variações ofensivas. A Argélia, por outro lado, precisa repensar sua estrutura defensiva e a eficiência do seu sistema de finalizações para avançar em competições futuras. O próximo desafio dos suíços será decisivo para manter o ritmo e buscar uma caminhada ainda mais longa no torneio.
