Redução da rejeição impulsiona campanha de Lula
O núcleo da campanha à reeleição do presidente Lula (PT) recebeu com otimismo os dados divulgados pelo instituto Quaest nesta quarta-feira (21). A pesquisa foi interpretada como um impulso decisivo para estimular a militância no trecho final da disputa presidencial, segundo relato de auxiliares e aliados do comitê governista.
Entre os indicadores que chamaram atenção, o recuo na rejeição ao presidente Lula foi o mais comemorado. Em apenas sete dias, o índice caiu de 53% para 47%, um movimento que representa uma mudança significativa no cenário eleitoral. No mesmo período, a desaprovação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou variação de dois pontos para baixo, permanecendo em 52%, o que indica uma resistência eleitoral maior do que a de Lula.
Indecisão eleitoral em alta sinaliza cenário aberto
A pesquisa também apontou que o número de eleitores indecisos dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%. Essa oscilação foi especialmente relevante para a equipe do Palácio do Planalto, que percebe a eleição como um cenário ainda completamente em aberto. A indecisão cresceu principalmente entre eleitoras, de 8% para 17%, e entre eleitores independentes, que apresentam um salto de 13% para 31% na taxa de dúvida.
Leia também: Pesquisa Quaest no 2º turno: Flávio Bolsonaro lidera com 45%, Lula tem 44%
Fonte: aquidesalvador.com.br
Leia também: Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro e Lula Empatados no 2º Turno com 45% e 44%
Fonte: diariofloripa.com.br
Conforme avaliação de um ministro, a campanha tem conseguido seu objetivo de levar a sociedade a reavaliar o voto, refletindo a complexidade do momento político. A percepção do risco associado aos projetos em disputa também foi destacada pela pesquisa. O receio de uma possível volta da família Bolsonaro ao poder atinge 44% dos entrevistados, enquanto 42% manifestaram medo da continuidade do governo atual.
Conquistas sociais mobilizam o eleitorado
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, interpretou os números como reflexo da preocupação do eleitorado em relação às garantias sociais alcançadas ao longo dos anos. Segundo ele, a pesquisa destaca o temor de retrocesso, não apenas nas políticas como o Bolsa Família, mas também em programas como o MEI, PIX, Farmácia Popular, além de aumentos reais no salário, aposentadoria, investimentos no SUS e outras conquistas.
Valadares afirmou que o segundo turno coloca em contraste dois caminhos para o país, e que a rejeição ao presidente Lula diminui à medida que o eleitorado percebe Flávio Bolsonaro como uma opção que pode levar a uma maior insegurança e retrocesso. Essa percepção tem provocado mobilização nas redes sociais e nas ruas.
Leia também: Pesquisa Quaest no 2º turno mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula
Fonte: daquibahia.com.br
Estabilidade na liderança e expectativa para o desfecho
O levantamento geral indica estabilidade na liderança das intenções de voto, com empate técnico dentro da margem de erro. O candidato do PL aparece com 45%, enquanto Lula registra 44%, números que pouco se alteraram em relação à semana anterior, quando estavam em 46% para Bolsonaro e 44% para Lula.
Com apenas quatro dias restantes para a votação no próximo domingo (25), integrantes do primeiro escalão do governo e assessores presidenciais avaliam que os dados refletem uma reação consistente do eleitorado. A avaliação predominante no núcleo da campanha é que “a virada está acontecendo”.
