Aumento na Ocupação de Leitos Intensivos
No último dia 4 de maio, a situação hospitalar em Joinville, maior cidade de Santa Catarina, se tornou crítica. Com a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) atingindo 95,5%, a pressão sobre o sistema de Saúde é evidente, especialmente em um cenário onde apenas 25,9% dos grupos prioritários foram vacinados contra a influenza. Este dado, alarmante, revela que de 291 leitos disponíveis na região do Planalto Norte e Nordeste, apenas 13 estavam livres para atender uma população superior a 1,4 milhão de habitantes.
A baixa cobertura vacinal acendeu um alerta entre as autoridades de saúde, que enfatizam a necessidade de proteção para os grupos de risco, particularmente vulneráveis a complicações graves da gripe, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que tendem a aumentar com a chegada do inverno.
Estratégias para Impulsionar a Vacinação
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Diante do cenário preocupante, a prefeitura de Joinville implementou uma série de estratégias para aumentar a vacinação. Em abril, a Secretaria da Saúde mobilizou equipes para vacinar idosos acamados e residentes em Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs). Até agora, cerca de 27 mil idosos já foram vacinados, alcançando 27,4% de cobertura. A ação se estendeu a 52 ILPIs e visa proteger os mais vulneráveis a complicações causadas pela gripe.
A diretora de Vigilâncias da Secretaria de Saúde de Joinville, Maria Cristina Willemann, destaca a importância dessa ação. “Nesta época do ano, há um aumento na procura pelos serviços de saúde devido a sintomas gripais. Sem a vacinação, o risco de evolução para casos graves é ainda maior. Ampliar a cobertura vacinal nas crianças é fundamental para evitar complicações como bronquiolite e pneumonia viral, comuns em casos de gripe”.
Em maio, a Secretaria planeja intensificar as ações de vacinação em locais de grande circulação, como shoppings e terminais de ônibus, além de oferecer vacinas aos finais de semana.
Monitoramento da Situação Hospitalar
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Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), os hospitais em Santa Catarina já enfrentavam uma alta taxa de ocupação, superior a 80%, devido à demanda por atendimentos emergenciais e procedimentos especializados. No entanto, até o momento, não há evidências de pressão assistencial relacionada à SRAG na região Nordeste do estado. Dados mostram uma leve redução de casos de SRAG este ano: 196 notificações em 2026, contra 217 em 2025, representando uma queda de 9,6%.
A médica infectologista Sabrina Sabino chama a atenção para os riscos da baixa vacinação. “Pacientes que deveriam estar protegidos acabam ocupando leitos de UTI, onde permanecem por longos períodos, dificultando a rotatividade de vagas”. Ela alerta que a falta de vacinação cria um cenário propício para a disseminação do vírus da gripe e o aumento da letalidade.
A Importância da Vacinação
A vacinação é uma medida essencial não apenas para a proteção individual, mas também para a redução da carga viral na comunidade. “Não existe método mais eficaz para prevenir uma doença infecciosa como a gripe do que a vacinação. Ela não só evita hospitalizações, como também reduz a mortalidade”, enfatiza a médica.
Nota da Secretaria de Estado da Saúde
A SES destaca que, desde 2023, foram abertos mais de 300 leitos de UTI pelo SUS, ampliando a capacidade de atendimento em diversas regiões. Atualmente, há 142 leitos de UTI disponíveis em Santa Catarina, com uma taxa de ocupação média de 90,2%. A SES continua com a campanha de vacinação voltada aos grupos prioritários, reconhecendo que os idosos e crianças são os mais afetados pela SRAG.
Além da vacinação, a SES está expandindo a rede de atendimento. Recentemente, foram inaugurados novos leitos de UTI pediátrica e neonatal em hospitais de Florianópolis e Rio Negrinho, ações fundamentais para manter a assistência adequada, especialmente no período de aumento das doenças respiratórias.
